Mais um dia normal em Natal, a capital dos potiguares. Mas agora, querem alterar o nome da Ponte Newton Navarro, aquela que liga o bairro de Santos Reis a Redinha. Ponte imponente que cruza o rio Potengi, é uma das mais importantes construções da história do estado, custou alguns milhões de reais, deu mais um caminho as pessoas e veículos que circulam pela cidade. Modernizou fluxos e o olhar das pessoas.
Transformou-se em um cartão postal, apresentando um belo anacronismo paisagístico de séculos, quando a olhamos com seu vizinho mais velho, a fortaleza colonial.
O que diriam os potiguares sediados as margens do rio, lá pelos lados da Redinha, se vissem tal magnífica construção? E os portugueses orgulhosos de seu Forte dedicado aos santos reis e a colonização? Ja ia esquecendo dos soldados na Segunda Guerra Mundial, que teriam que navegar por baixo dela ou os aviões amerrissando no Potengi. Pois bem, essa é a Newton Navarro. No início, tentaram chamar de Ponte de Todos, o slogan do governo Wilma de Faria, a governadora que a mandou construir, mas o nome não pegou. O nome Newton Navarro foi a homenagem encontrada para nomear um dos mais importantes intelectuais e artistas do estado potiguar.
Navarro escreveu, pintou, desenhou e teatralizou a sua vida, a cidade do Natal e o estado em suas obras, principalmente o Potengi, a Redinha, a Ribeira, Rocas e o Canto do Mangue. Falou sobre os pescadores, lavadeiras, jangadeiros, tangerinos, vaqueiros, desenhou Jesus, São Francisco, São Sebastião, descreveu os coqueirais da Redinha como os velhos caciques do Potengi, os personagens esquecidos da Ribeira eram o ouro de Natal, como ele mesmo falava. Trabalhou para a prefeitura e para o governo do estado, fez dois salões de arte moderna (1949; 1950) consolidando essa estética nas terras de Câmara Cascudo, sendo um dos responsáveis pela criação da identidade visual potiguar. Além disso, estruturou a primeira escola de arte para crianças do estado, foi cronista do Tribuna do Norte e do Diário de Natal por décadas.
Transformou-se em um cartão postal, apresentando um belo anacronismo paisagístico de séculos, quando a olhamos com seu vizinho mais velho, a fortaleza colonial.
O que diriam os potiguares sediados as margens do rio, lá pelos lados da Redinha, se vissem tal magnífica construção? E os portugueses orgulhosos de seu Forte dedicado aos santos reis e a colonização? Ja ia esquecendo dos soldados na Segunda Guerra Mundial, que teriam que navegar por baixo dela ou os aviões amerrissando no Potengi. Pois bem, essa é a Newton Navarro. No início, tentaram chamar de Ponte de Todos, o slogan do governo Wilma de Faria, a governadora que a mandou construir, mas o nome não pegou. O nome Newton Navarro foi a homenagem encontrada para nomear um dos mais importantes intelectuais e artistas do estado potiguar.
Navarro escreveu, pintou, desenhou e teatralizou a sua vida, a cidade do Natal e o estado em suas obras, principalmente o Potengi, a Redinha, a Ribeira, Rocas e o Canto do Mangue. Falou sobre os pescadores, lavadeiras, jangadeiros, tangerinos, vaqueiros, desenhou Jesus, São Francisco, São Sebastião, descreveu os coqueirais da Redinha como os velhos caciques do Potengi, os personagens esquecidos da Ribeira eram o ouro de Natal, como ele mesmo falava. Trabalhou para a prefeitura e para o governo do estado, fez dois salões de arte moderna (1949; 1950) consolidando essa estética nas terras de Câmara Cascudo, sendo um dos responsáveis pela criação da identidade visual potiguar. Além disso, estruturou a primeira escola de arte para crianças do estado, foi cronista do Tribuna do Norte e do Diário de Natal por décadas.
Mas não o conhecem… coitado do natalense. Não sabemos quem somos!
📸Diário de Pedro da Luz Moreira.
📸Diário de Pedro da Luz Moreira.